Região Cascais/Oeiras – Encontro alargado em Caparide

 

 

Oração, envio e formação marcaram um domingo de comunhão, com o testemunho do Padre Rui de Jesus como ponto alto.

 

No passado domingo, 11 de outubro, cerca de 35 casais da Região Cascais/Oeiras reuniram-se no Seminário de S. José de Caparide para o Encontro Alargado da Região, um dia de confraternização e de oração em comunidade.

 

Na missa, antes do almoço partilhado, foi feita a passagem do testemunho dos casais de ligação dos Setores Cascais A e Cascais B, com o respetivo envio dos novos casais para o serviço. Logo a seguir ao almoço, houve ainda tempo para subir ao monte e rezar no moinho.

 

A tarde começou com o momento mais marcante do encontro: o testemunho do Padre Rui de Jesus. Partiu da história de Santa Córdula, que, segundo a tradição, teve medo, se escondeu durante a noite e, na manhã seguinte, saiu do esconderijo para assumir a sua fé. Daí lançou uma pergunta a todos os casais: o que significa, hoje, assumir que somos cristãos? Será apenas ter sido batizado, casar pela Igreja e participar na missa, ou uma identidade que orienta as escolhas e transforma a maneira como amamos, perdoamos e educamos os filhos? Lembrou que isto é especialmente verdade no casamento, que não é só uma celebração de um dia, mas uma vocação e um caminho a fazer em conjunto.

 

Propôs depois um paralelo entre os primeiros capítulos do Génesis e os Pontos Concretos de Esforço das ENS. Da criação da pessoa nasce a oração individual; da criação do casal, a oração conjugal; da fragilidade da comunhão, o dever de se sentar, que nos faz ouvir a pergunta de Deus a Adão, «Onde estás?»; da família, a oração familiar; e, finalmente, da vocação de Abraão, a vida de equipa e a missão. Um caminho que vai do «eu e Deus» ao «eu e tu», ao «nós», à comunidade e à missão, e em que a bênção recebida não é para ser guardada, mas partilhada.

 

A mensagem final foi clara: o maior risco é reduzir os PCE a exercícios individuais a cumprir, quando o seu valor está na transformação que produzem em nós e nas nossas relações. O objetivo não é rezar mais, falar mais ou cumprir melhor, mas aprender a amar melhor. Ficou uma pergunta para levar para casa e para as equipas: em que é que o nosso casal, a nossa família e a nossa comunidade se tornaram mais parecidos com aquilo que Deus sonhou no princípio da criação?

 

Seguiu-se a apresentação da equipa da Região e das atividades previstas para este ano pastoral. O encontro terminou com um momento de formação, para alinhar a metodologia de funcionamento de uma equipa ENS e os mecanismos de ligação do setor com cada equipa.

Equipas de Nossa Senhora